terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleições Presidenciais 2010

Um amigo me lembrou ontem: cadê Dilma e Serra planejando a Educação?
Esse é o trunfo para desenvolver verdadeiramente o país com fundamento e já passamos por vários assuntos, como proteção do meio-ambiente, união civil homossexual, etc. Esse é o tipo de investimento mais básico e com resultados garantidos a longo prazo.
Que ingenuidade a minha, esqueci que os brasileiros não conseguem planejar tarefas para 4-8 anos a frente... e vai sobrar para mim ter que dar aula para um monte de alunos despreparados e mal-educados ainda.

domingo, 10 de outubro de 2010

Criação e evolução: incompatíveis? (parte 1)

Coloco aqui abaixo um pedaço de um artigo que acredito poder lançar mais luz sobre o tema. Apesar de ouvirmos falar mais das Teorias do Big Bang e da Evolução, ignoramos de como se dá a "existência" propriamente dita do Universo todo. O Big Bang explica basicamente o desenvolvimento da matéria do Universo (tempo 0+) e não o surgimento dele, de onde ele veio. Quero dedicar outra hora para a Teoria da Evolução.

[...]
Há, pois, uma razão criadora na origem do cosmos (cfr. Catecismo, 284). O Cristianismo tem, desde o começo, uma grande confiança na capacidade da razão humana de conhecer; e uma enorme segurança em que jamais a razão (científica, filosófica etc.) poderá chegar a conclusões contrárias à fé, pois ambas provêm da mesma origem.

Não é infrequente encontrar alguns que apresentam falsas disjuntivas, como, por exemplo, entre criação e evolução. Em realidade, uma epistemologia adequada não só distingue os âmbitos próprios das ciências naturais e da fé, mas, ainda, reconhece, na filosofia, um elemento necessário de mediação, pois as ciências, com seu método e objeto próprios, não cobrem todo o âmbito da razão humana; e a fé, que se refere ao mesmo mundo do qual tratam as ciências, necessita, para formular-se e entrar em diálogo com a racionalidade humana, de categorias filosóficas

É lógico, portanto, que a Igreja, desde o início, buscasse o diálogo com a razão: uma razão consciente de seu caráter criado, pois não se deu a si própria a existência, nem dispõe completamente de seu futuro; uma razão aberta àquilo que a transcende, em suma, a Razão originária. Paradoxalmente, uma razão fechada sobre si, que acredita poder achar dentro de si a resposta às suas interrogações mais profundas, acaba por afirmar a falta de sentido da existência, e por não reconhecer a inteligibilidade do real (nihilismo, irracionalismo, etc.).
[...]

Extraído do artigo "Tema 6: A Criação"
Referências básicas:
1. Catecismo da Igreja Católica, 374-421.
2. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 72-78.
3. João Paulo II, Creo en Dios Padre. Catequesis sobre el Credo (I), Palabra, Madri 1996, 219 ss.