Estava conversando com um amigo esses dias sobre a mídia, TV, etc. e ele me disse que não gostava da mídia como um todo, que as informações nos levam para longe da realidade, além de nos deixar tristes e impressionados com tanta desgraça. Apesar de não concordar com a parte "a mídia como um todo", essas idéias me inspiraram. Há um tempo, venho percebendo a mesma coisa, esse poder tremendo da mídia, em especial, de nos afastar da realidade.
Por exemplo, não suporto, odeio o caso Isabela (não os envolvidos, é claro) porque não se fala em outra coisa há semanas. Imagine milhares de lares no Brasil acompanhando um caso de polícia e se sentindo com medo e apreensão, lamentando quanta coisa ruim acontece no mundo e que a coisa está cada vez pior, etc.
Será que o mundo está acabando mesmo, entrando em crise (ele está em crise por outros motivos, pretendo falar mais disso depois) e que não há volta? Antes de responder essas pergunta, devemos considerar que ao menos, em parte, esse sentimento, essa impressão são cultivados, amplificados pela mídia. O que se espera dum cidadão pensar após uma semana assistindo TV se ele só vê desgraça, roubos, assassinatos, corrupção pública, traição matrimonial, acidentes de todos tipos, etc.?
Claro que não acredito ou idealizo uma mídia (incluo aqui os filmes) onde só se mostre coisas boas, lindas, inocentes e sei lá mais o que. Também não penso que deva ser um simples meio-a-meio (50% do tempo, por exemplo) dividido em coisas positivas e coisas negativas, como alguém poderia pensar.
Acredito que exista uma harmonia nisso tudo, considerando fatos relevantes, de interesse público (não da curiosidade pública; disso os canais entendem muitíssimo bem, infelizmente), da real necessidade do povo. Afinal, o que vale a pena ser transmitido pela TV? Considero essa pergunta crucial (se não for a mais importante), apesar de não ser fácil respondê-la diante dos fatos e notícias. A minha impressão é que os profissionais da mídia (produtores, editores, jornalistas, etc.), com freqüência, mal se lembram de pensar nesta pergunta.
Apesar de alguns programas com conteúdo bom, ora divertidos, ora formativos, etc., tenho uma imagem na mente da TV como uma babá (quantas crianças são cuidadas por ela!) segurando uma mangueira de esgoto (quanto lixo vem pela telinha!) aberta nas salas das casas brasileiras, onde a torneira é acionada pelo botão Liga/Desliga do aparelho.
Escrevo aqui essas idéias, pois não consigo aceitar muita coisa que a TV brasileira faz, que acaba por prejudicar a população brasileira, atrapalhando seu desenvolvimento humano. Esse assunto é vasto e um tanto complexo, mas aqui deixo algumas idéias iniciais.
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