sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Aquecimento global, ecologia e ursinhos equilibrados em pedaços de gelo.

Prezo o trabalho do jornalismo, sua função, etc., mas odeio notícias que querem retratar a realidade com dois parágrafos, sendo tão parciais e simplistas. Meu Deus! Digo isso em geral, mas especialmente sobre o Aquecimento Global, e pretendo neste artigo provocar mesmo nossa mentalidade sobre o assunto.

Percebo muito alarde e parece que temos atualmente as condições apropriadas para tal. O Ártico - que possui seu clima próprio e característico antes de mais nada! - derrete, deixa o ursinho desolado nas lentes dos fotógrafos e a conclusão é imediata: não podemos agredir o meio-ambiente de qualquer maneira. (Nota-se aqui a teoria de Gaia, a pseudo-moralidade vigente que associa agressões ecológicas a ações morais más, ignorando toda a essência da verdadeira maldade; ambas que fundamentam, dentre outras, todo o agir humano em nossa cultura atual). O assunto do Clima Terrestre é muito complexo e precisa de muito estudo, pesquisa, observações em diferentes locais do globo e por bastante tempo e teorias para se ter um panorama mais realístico. Apesar de estudar no INPE e estar fazendo meu doutorado sobre a física de relâmpagos, sou bem ignorante no assunto e, portanto, não vou discutir o assunto diretamente. Gosto quando ouço alguns autores/pesquisadores proporem que não está havendo o dito aquecimento do planeta ou da maneira que a comunidade ao redor da ONU mostra (http://www.ipcc.ch/, http://www.un.org/wcm/content/site/climatechange/gateway); gosto especialmente porque isso mostra que a discussão continua.

Eu não sei direito, mas achei muito estranho porque todo esse assunto veio à tona em poucos anos com uma força gigantesca, moldando o pensamento contemporâneo de maneira contundente. Claro que algumas raízes vinham de longa data, mas ainda acho estranho. O mais estranho ainda é tudo estar na mesma panela...sacos de lixo, fumantes, ursos, carro elétrico, logomarcas "eco-não-sei-o-que", sem sabermos o peso de cada coisa para o equilíbrio ecológico.
Assisti ao DVD "This is it" do Michael Jackson a pouco (muito legal para quem gosta de música e dança) que termina com umas palavras do M.J. tão repetidas por aí: o ser humano foi malvado, destruiu o planeta e agora só tem 4 anos para remedir o mal que fez. Amor!

Cuidar, preservar a Natureza tem um valor de fato e diria, na minha pouca formação, que se justificam primeiramente em propiciar ao ser humano uma vida mais digna em sentido amplo: que seja mais bela, rica, confortável, com mais recursos, etc.

Para mim ecologia é em termos práticos e principalmente: (i) usar, administrar bem a água natural ou tratada, (ii) usar bem a energia natural ou produzida e (iii) vida urbana saudável (ou menos insalubre), produzindo o mínimo de lixo, poluição no ar, sonora e visual (esta última estressa bastante o cidadão)...

Concluindo, creio que o ser humano é o centro do planeta, é a criatura de longe mais elevada, digna e nobre que pisa nele e disso decorre também que ele deva fazer bom uso do meio ambiente como um todo, cuidar bem de seus recursos, para que durem, etc. E creio também que é uma insanidade dirigir nossos afetos aos ursos, boa parte de nossa atividade laboral (bilhões de dólares, estratégias e planejamentos gigantescos, etc.) a algo que que não não sabemos de fato como funciona ou ocorre e, o mais grave de tudo, viver um novo panteísmo, buscando a salvação do homem de maneira naturalística, jogando fora o verdadeiro sentido da vida humana.

Sugiro uma entrevista diferente: http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp

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