segunda-feira, 21 de março de 2011

O Opus Dei e a política

A Folha de São Paulo, Domingo, 13 de março de 2011

*O Opus Dei e a política*
*VICENTE ANCONA LOPEZ*


Confesso que me divirto com os comentários que, de vez em quando, saem
na imprensa sobre o Opus Dei e a sua suposta atuação política.
Aparecer no WikiLeaks era uma questão de tempo...
Num primeiro momento, soa engraçado o poder que nos atribuem; depois,
na autocrítica, a conclusão é séria: a nossa comunicação precisa
melhorar. Não se trata de melhorar a imagem da Obra, mas, sim, de
erradicar uma ideia falsa, transmitindo o que realmente somos.
As pessoas que participam das suas atividades sabem que o Opus Dei não
faz política. A sua atuação tem outra dimensão: lembrar que todos,
também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa
santidade pode e deve ser procurada nas atividades da vida diária,
realizando-as por amor a Deus e ao próximo.
Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já
que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma
visão política diversa.
Em Roma, convivi com são Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a
1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de
conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar,
consiste em compreender.
São Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um
"conservador". Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.
Quando passou uma temporada no Brasil, entre maio e junho de 1974,
dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa
cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. E
estava, na época, com 72 anos!
Ao mesmo tempo, foi muito incisivo ao nos dizer que aqui havia muito
trabalho a fazer, que era preciso melhorar a condição de vida de
muitas pessoas. Ao visitar o Centro Social Morro Velho, e também numa
conversa com dom Paulo Evaristo Arns, afirmava que não seria cristão
permanecer indiferente a tanta desigualdade. Sob o seu impulso
nasceram muitas iniciativas sociais, no Brasil e no mundo.
São Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40,
resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse
cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma
realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores
protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos...
Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz
anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao
comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo:
houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por
isso, alguns tiveram que se exilar.
Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o
governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente
porque o Opus Dei não interfere nas atividades políticas dos seus
membros, e cada um atua como lhe parece mais conveniente.
A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses
riscos. Agora, por outro ângulo: o que pode ter a ver com Franco uma
dona de casa do Cazaquistão, um estudante universitário do Congo ou um
taxista mexicano que sejam do Opus Dei?
Se alguém quiser saber qual é o "projeto de poder" do Opus Dei, está
convidado a conhecer as suas atividades, para que possa ouvir
pessoalmente o que ali se diz. Fala-se de caridade, de excelência nas
virtudes, de vida de oração, de aceitar com alegria as contrariedades,
de castidade, de trabalhar com competência etc.
Não poderia ser de outra forma: essa é a mensagem da Igreja Católica,
e o Opus Dei nada mais é do que uma pequena parte da igreja, que não
tem um projeto de poder, e sim um projeto de serviço.

MONSENHOR VICENTE ANCONA LOPEZ, 61, é vigário regional da prelazia do
Opus Dei no Brasil.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Filme "A Partida"

Lindo este premiado filme japonês de 2008!
Difícil achar um filme ocidental que fala da morte deste jeito sensível e transcendental.

Veja mais detalhes em:
www.imdb.com/title/tt1069238/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Natal

Bem, muito mais importante que o pronunciamento do Lula que comentei é a festa do Natal, uma dessas raízes fortes de nossa sociedade, desde o calendário até os valores originados dela que cultivamos de um jeito ou de outro. Magnífica, solene, enorme não bastam para descrevê-la, mas majestosa e ao mesmo tempo simples e alegríssima festa!! Festa deste Menino-Deus-Rei que veio para ficar conosco, para entrar em nossas vidas profundamente e não como algo pró-forma, numa visita formal ou até em uma simples alegoria. Que sorte a nossa! Na verdade, melhor dizendo, que amorosa Providência Divina que cuida de nós e é tão explícita nesta festa. Tal favor esse que os anjos invejam, pois Deus não assumiu a natureza deles, mas assumiu a nossa. Não é à toa que tão belos sentimentos são evocados nestes dias. Jesus-bebê, ensina-nos a ser próximo dos outros e a amá-los!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mais uma do Lula

Após ler esta matéria:

Lula: 'Foi gostoso demais e nada complicado' governar o Brasil

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-foi-gostoso-demais-e-nada-complicado-governar-o-brasil,658617,0.htm
tive ainda mais a impressão da alienação de nosso presidente. Como pode um presidente da República dizer que foi fácil e gostoso governar um país sendo que este encontra-se com um bando de gente miserável e sem assistência médica e com uma educação horrível; mesmo que o país tenha melhorado, a situação do país é péssima.
Este foi mais um capítulo do Sr. Lula que fala para agradar o povo e a si mesmo sem saber o que está falando, se achando o herói do Brasil. Isso é lastimável e vergonhoso! Uma coisa é não ter faculdade, outra é não saber pensar. Vai dormir, Lula!

sábado, 13 de novembro de 2010

Aborto dos Anencéfalos

Visitem a página do senado para a enquete:

Você é a favor ou contra o projeto (PLS 227, de 2004) que permite o aborto de fetos anencéfalos?
http://www.senado.gov.br/noticias/principal.aspx